quinta-feira, 23 de junho de 2011

João 1.5

και το φως εν τη σκοτια φαινει και η σκοτια αυτο ου κατελαβεν. (Textus Receptus)

A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. (NVI)

E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. (ACRF)

Uma característica do estilo do Evangelho de João é dar ênfase a conceitos contrastantes, o enredo desenvolvido por João pode ser visto em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença. A luz é a ausência de trevas, mas teologicamente, é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: "...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas" (Gn 1.4b). Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz. Portanto, devemos entender que há uma "separação". A encarnação do Verbo significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.

Strong define o termo ‘compreenderam’ (Gr katalambano), afirmando que são possíveis três interpretações:

a) Agarrar, apoderar-se de, conquistar. Sendo assim, este versículo traduzir-se-ia assim: ‘As trevas não a conquistaram’;

b) Perceber, atingir, apoderar-se com a mente; apreender com esforço mental ou moral. Com esse significado, o versículo poderia ser lido assim: ‘As trevas não são receptivas e não a compreendem’;

c) Apagar, reprimir, apagar a luz abafando-a. ‘As trevas nunca serão capazes de eliminá-la’.

De uma forma geral, luz e trevas (Gr. skotos, skotia) são antagônicas. O homem pecador ama as trevas e odeia a luz, porque esta mostra muitas coisas. O crente é vitorioso não apenas porque a luz é maior do que as trevas, mas que, certamente, sobreviverá as trevas!

Notas Bibliográficas

- Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual Jo 1.5, p. 1070;

- Ibdem, Palavra-Chave 1.5;

- Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, nas versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel, Textus Receptus e Nova Versão Internacional.

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