quarta-feira, 22 de junho de 2011

João 1.4

εν αυτω ζωη ην και η ζωη ην το φως των ανθρωπων. (Textus Receptus)

Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. (NVI)

Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. (ACRF)

Vida e luz pertencem ao vocabulário fundamental de João ao descrever a essência e a missão do Verbo encarnado. Este versículo é mais afirmação de divindade: o Filho, bem como o Pai, ‘tem vida em si mesmo’. O Salmista escreve: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2), descrevendo a existência eterna de Deus. A auto-existencia de Deus é uma verdade básica. Paulo apresentando o ‘Deus desconhecido’ aos atenienses, explica que o Criador do mundo ‘nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais’ (At 17.23-25).

O que era desde o princípio... (1Jo 1.1)

Nessa pequena expressão, João descreve a eternidade de Jesus, indicando que Jesus Cristo nunca terá um fim, e nunca houve um início. Ele já era no princípio, Ele não se tornou, Ele já era pleno. Assim como as demais pessoas da Trindade, o Filho, assim como o Pai e o Espírito Santo não tiveram início e nunca terão fim. Atrelada a eternidade de Cristo, há o conceito de preexistência. O apóstolo João enfatiza muito a preexistência de Jesus no Evangelho e volta a destacar em sua carta (cf. Jo 1.15; 8.58; 17.5,24). Jesus, portanto sempre existiu, pois Ele é eterno. Isso é um aspecto de Sua divindade.

Louis Berkhof afirma que Cristo ofereceu um sacrifício auto-suficiente pelo pecado do mundo e que a grande e central parte da obra sacerdotal de Cristo está na expiação. Atente-se para o texto: “Nele estava a vida, e a vida era a luz...” Que vida? Que luz? Sem dúvida, a vida que estava no Verbo era a vida de Deus. Vida substancial, fontal, sem a qual nenhuma vida existiria no universo. Esta vida é também luz, para iluminar as criaturas humanas, que não conheciam o Deus verdadeiro. Por isso, continua o texto: “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. (Jo 1.5).

Notas Bibliográficas

- BERKHOF, Louis; Teologia Sistemática, 3 edição, São Paulo, Cultura Cristã, 2009. pp.333, 337;

- Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual Jo 1.4, p. 1070;

- Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, nas versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel, Textus Receptus e Nova Versão Internacional.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos comentários colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

assis.barbosa@bol.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário