segunda-feira, 20 de junho de 2011

João 1.2

ουτος ην εν αρχη προς τον θεον (Textus Receptus)

Ela estava com Deus no princípio. (NVI)

Ele estava no princípio com Deus. (ARC)

Cisto não foi criado; Ele é eterno, e sempre esteve em comunhão amorosa com o Pai e com o Espírito Santo. Jesus Cristo sempre existiu e existirá eternamente. Ele é o Verbo vivo e é Deus, que assumiu forma e natureza humanas com o objetivo de redimir a humanidade (Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele – 1Co 8.6). Cristo é Deus: o Filho de Deus, co-eterno com o Pai; gerado e não criado; igual ao Pai e em nada inferior a Deus. A divindade de Cristo é a pedra fundamental da fé cristã: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.15,16). Cristo é a pedra de toque: a fé em Cristo é o critério que decide o destino eterno. Quem crer é salvo, quem não crê já está condenado (Jo 3.18). Pedro fala de Cristo como sendo a pedra viva para os que crêem e pedra de tropeço para os que não crêem. “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido” (1Pe 2.4-8). No versículo 14, João afirma que o Verbo se fez homem e habitou entre nós. Temos também as declarações dadas pelo próprio Jesus: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (Jo 14.9), e “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Nas palavras Paulo: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9).

Por volta do ano 319, no século IV d.C., apareceu Arius, Bispo de Alexandria, defendendo a idéia de que Jesus foi criado por Deus como o primeiro e mais importante ato da Criação. O Arianismo, então, é a posição de que Jesus era um ser criado com atributos divinos, mas ele não era divindade em Si mesmo. Este professor deu origem ao termo Arianismo. O Arianismo engana-se ao interpretar referências sobre Jesus estando cansado (Jo 4.6) e Jesus não sabendo a data do Seu retorno (Mt 24.36). Sim, é difícil compreender como Jesus poderia estar cansado e/ou não saber algo, mas dizer que Jesus era um ser criado não é a resposta. Jesus era completamente Deus, mas Ele também era completamente humano. Jesus não se tornou um ser humano até a sua encarnação. Portanto, as limitações de Jesus como um ser humano não têm nenhum impacto em Sua natureza divina ou eternalidade. A segunda principal interpretação equivocada do Arianismo é o significado de “primogênito” (Rm 8.29; Cl 1.15-20). Os arianos interpretam “primogênito” nesses versículos como se dissesse que Jesus “nasceu” ou foi “criado” como o primeiro ato da criação. Esse não é o caso. Jesus mesmo proclamou sua auto-existência e eternalidade (Jo 8.58; 10.30). O versículo em estudo nos diz que Jesus “estava com Deus”. Nos tempos bíblicos, o filho primogênito de uma família ocupava uma posição de grande honra (Gn 49.3; Êx 11.5; 34.19; Nm 3.40; Sl 89.27; Jr 31.9). É neste sentido que Jesus é o primogênito de Deus. Jesus é o membro preeminente da família de Deus. Jesus é o ungido, o “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).

Depois de mais ou menos um século de debates em vários conselhos da igreja primitiva, a igreja Cristã oficialmente condenou o Arianismo como uma heresia. Desde então, o Arianismo nunca mais foi aceito como uma doutrina viável da fé Cristã. No entanto, o Arianismo nunca morreu. Ele tem continuado pelos séculos de várias formas diferentes. As Testemunhas de Jeová e Mórmons de hoje defendem uma posição parecida com a dos arianos em relação à natureza de Cristo. Assim como a igreja primitiva fez, precisamos renegar quaisquer ataques na divindade do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Notas Bibliográficas

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Arianismo;

- Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1189;

- STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão, 1996, Rio de Janeiro;

- Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, nas versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel, Textus Receptus e Nova Versão Internacional.

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